
A história do cacau no Brasil
Os primeiros relatos sobre o chocolate datam do período em que os povos Maias e Astecas habitavam a América. Eles fabricavam uma bebida cobiçada, feita de sementes moídas de cacau, pimenta e outros condimentos. Além disso, utilizavam as sementes do fruto como moeda. Assim, quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios.
Oficialmente, o cultivo desta planta começou no Brasil em 1679, com a publicação de uma Carta Régia que autorizava os colonizadores a plantá-la em suas terras.
Em 1746, houve a primeira plantação de cacaueiro na Bahia, na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, atual Município de Canavieiras. O responsável pelo plantio foi o colonizador Antonio Dias Ribeiro, que trouxe do Pará as sementes da nova cultura regional.
No ano de 1752, o cacau chegou à cidade de Ilhéus, que se tornou o principal polo cacaueiro da Bahia, com o maior porto exportador do Brasil.
A partir de 1860, o cacau se tornou o objeto de desejo das fábricas de chocolate da Europa e dos EUA. Praticamente toda a safra era exportada, pois não existia o costume de se consumir o fruto e seus derivados no Brasil. As primeiras manufaturas nacionais só apareceram na virada para o século XX, auge da cacauicultura.
O Brasil ocupou o posto de maior produtor mundial até meados da década de 1920. No mesmo período, a região sul da Bahia assistiu a uma verdadeira guerra entre os fazendeiros: os poderosos coronéis – descendentes daqueles primeiros humildes desbravadores – não mediam esforços e nem violência para expandir seus negócios pela apropriação de plantações pertencentes a agricultores menos abastados.
Vassoura-de-Bruxa
No início dos anos 1990, as fazendas de cacau foram alvo de uma praga chamada vassoura-de-bruxa, que destruiu plantações inteiras, levando os coronéis à falência.
Causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa (antes chamado de Crinipellis perniciosa), a vassoura-de-bruxa tem esse nome por deixar os ramos do cacaueiro secos como uma vassoura velha. A doença foi descoberta em 1895, no Suriname, e já tinha demonstrado seu poder devastador ao atingir, em 1920, as lavouras de cacau do Equador.
Quando chegou à Bahia, em 1989, provavelmente vinda da região Amazônica, a produção caiu de 390 mil toneladas, em 1988, para 123 mil, em 2000.
Atualmente
A região sul da Bahia produz 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia, 1,5%.
O Brasil é o 5° produtor mundial de cacau. A maior parte da produção vem do Oeste da África, onde Costa do Marfim, Gana, Camarões e Nigéria produzem 65% do cacau consumido no mundo.
Nos últimos 50 anos, a produção mundial da amêndoa passou de aproximadamente 800 mil toneladas por ano para 3 milhões de toneladas.
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Conheça as propriedades do Criollo, Forastero e Trinitario.
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Por ser uma planta tropical, o solo deve ser profundo e bem drenado.
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A maior parte das pragas ataca em áreas mais ralas e com forte incidência solar. Conheça também as principais doenças.
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The history of cocoa in Brazil
The first reports about chocolate are from the period in which the Maya and Aztec lived in the American continent. They made a very coveted drink, prepared with ground cacao seeds, pepper and other spices. In addition, the seeds of the fruit were used as currency. When the first Spanish settlers discovered America, cocoa was already cultivated by the natives.
Officially, the cultivation of this plant began in Brazil in 1679, with the publication of a Royal Charter, which allowed the settlers to plant it in their lands.
In 1746, the first cacao tree plantation took place in Bahia, in the Cubículo farm, located by the Pardo River, current City of Canavieiras. The colonizer Antonio Dias Ribeiro was the responsible for the planting, who brought the seeds from the State of Pará to the new regional culture.
In 1752, cocoa arrived at the city of Ilheus, which became the major pole for cocoa in Bahia, with Brazil’s largest exporter port.
Since 1860, cocoa became an object of desire of chocolate factories in Europe and the United States. Nearly all the crop was exported, because there was not the habit of eating the fruit and its derivatives in Brazil. The first domestic manufactures only appeared at the turn of the twentieth century, period that was the peak of the cocoa cultivation.
Brazil has occupied the world’s largest producer until the mid-1920s. In the same period, southern Bahia region was the scenery to a real war between farmers: the powerful ‘Colonels’ - humble descendants of those early pioneers – went to great lengths and even violence to grow their business through the appropriation of crops that belonged to minor farmers.
Witche’s broom
In early 1990’s, cocoa farms were subject to a plague called witche’s broom, which destroyed whole crops, leading the Colonels to bankruptcy.
Caused by the fungus Moniliophthora perniciosa (formerly Crinipellis perniciosa), witche’s broom is generally known by this name for leaving cocoa branches dry as an old broom. The disease was discovered in 1895 in Suriname, and had already shown its devastating power when, in 1920, destroyed the cocoa plantations of Ecuador.
When the disease arrived in Bahia in 1989, probably coming from the Amazon region, production fell from 390.000 tons in 1988 to 123.000 in 2000.
Currently
The southern region of Bahia produces 95% of Brazilian cocoa, leaving the State of Espírito Santo with 3,5% of the production and the Amazon region with 1.5%.
Brazil is the 5th largest producer of cocoa. Most production comes from West Africa, where the Ivory Coast, Ghana, Cameroon and Nigeria produces 65% of cocoa consumed in the world.
Over the past 50 years, world production of beans increased from nearly 800.000 tons annually to 3 million tons.
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Know the properties of the Criollo, Forastero and Trinitario.
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Being a tropical plant, the soil should be deep and well drained.
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Most pests attack in areas with high incidence of sunlight. Know also the major diseases.
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